Senador associa endividamento à gestão atual, mas imagens de pessoas buscando comida no lixo foram gravadas durante governo Bolsonaro
Na gravação, o parlamentar utiliza imagens de pessoas buscando alimentos em um caminhão de lixo como forma de ilustrar a crítica. O registro, no entanto, não é recente. As cenas foram filmadas em 2021, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador.
O episódio ocorreu no Bairro Cocó, área nobre de Fortaleza (CE), em 28 de setembro daquele ano, e foi registrado por um motorista de aplicativo. À época, o vídeo ganhou ampla repercussão nas redes sociais ao expor a situação de insegurança alimentar no país.
Na publicação de Flávio Bolsonaro, as imagens aparecem acompanhadas do título de uma reportagem do jornal Diário do Nordeste com o título “Famílias coletam comida em lixo descartado por supermercado em Fortaleza”, publicada em 3 de março de 2026, o que pode sugerir relação com o cenário atual.
A postagem gerou reação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), que cobrou retratação pública do senador. Em publicação na rede X, Boulos criticou o uso das imagens. “Olha a cara de pau! Flávio Bolsonaro usa imagens da miséria no governo do pai dele para atacar o governo Lula. As imagens são de Fortaleza, em 18/10/2021, ou seja, no governo Bolsonaro. E aí, Flávio Bolsonaro? Vai se retratar?”, escreveu.
Ao justificar a crítica, o senador citou dados sobre inadimplência. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias endividadas chegou a 80,2% em fevereiro.
Diante do cenário, o governo federal estuda medidas para aliviar o endividamento da população. Entre as propostas em análise estão a liberação de recursos do FGTS e a criação de restrições para apostas esportivas on-line, conhecidas como “bets”.
No vídeo, Flávio Bolsonaro também relaciona o crescimento das plataformas de apostas ao governo Lula, ao mencionar a sanção da legislação que regulamenta o setor, em 29 de dezembro de 2023. “Lula criou o problema e fica fazendo discurso vazio, sem apontar a solução”, afirmou.
Flávio defende redução da carga tributária do país e reforma no Judiciário
Pré-candidato ao Planalto afirmou que pautas devem ser "prioridades" do próximo presidente; segundo ele, o eleitor também deve buscar candidatos ao Senado que defendam o impeachment de ministros do STF
O pré-candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu a redução da carga tributária do país e a reforma no Judiciário durante um evento em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira (10). Para o senador, as pautas devem ser "prioridades" do próximo presidente.
Flávio disse que "qualquer governo que se iniciar a partir de 2027 vai ter que fazer uma reforma do Judiciário" e citou o tempo de mandado dos ministros como um ponto a ser abordado. "Não faltam propostas no Legislativo."
Ele continuou: "Ministro do Supremo que tem atuação político partidária cometeu crime. Ministro do Supremo que deveria ter se declarado suspeito em alguma situação e não fez tá cometendo crime".
A preocupação com o Judiciário, segundo o senador, também é uma prioridade para os eleitores.
“Os eleitores, grande parte deles, como mostram as pesquisas, vão levar em consideração na hora de escolher o seu senador o que ele pensa sobre segurança, e também se ele é a favor ou contra o impeachment de ministro do Supremo”, disse Flávio.
Questionado sobre a possibilidade de a Suprema Corte interferir nas eleições de outubro, Flávio insistiu no argumento de que alguns ministros tentam "bagunçar a democracia", citando a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
"O STF - eu acho que é ruim falar de uma forma genérica... Alguns poucos ministros ali, em especial um deles, ainda insiste em querer bagunçar a nossa democracia", disse. “Ao dar legitimidade para o Alexandre de Moraes fazer o que fez contra o presidente Bolsonaro, contra centenas de outras pessoas, a título de defender a democracia, quando ele tava arregaçando a democracia, destruindo os pilares da democracia”.
O ministro Alexandre de Moraes foi relator do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado.
Outro ponto abordado por Flávio durante o evento é a carga tributária do Brasil, que ele classificou como "absurda" e "que ninguém consegue pagar". "A reforma tributária precisa ser atualizada urgentemente. É um olhar como se quem tivesse dinheiro e gerasse emprego nesse país fosse criminoso", completou.
Dentre as medidas ventiladas, o senador defendeu de forma ampla um corte de impostos. "O primeiro que eu cortaria seria esse imposto novo de quase 10% sobre a exportação de petróleo brasileiro."
Comentários
Postar um comentário